AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS

AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS
2 Coríntios 10:3-5.

INTRODUÇÃO – Sabemos que basta estar vivo para que haja a necessidade de lutar. Lutamos diariamente pelo pão, pelo estudo, pela família, pela igreja, pela saúde, etc.

Mas os salvos têm uma luta além desta material: a luta espiritual. Temos batalhas aqui no âmbito da existência física, mas temos uma que se trava no reino espiritual, num ambiente invisível, às vezes silencioso, mas real. Em Efésios 6:12 o Apóstolo Paulo diz:

Porque a nossa luta não é contra o sangue e carne, e sim contra os principados e protestados, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

Nesta guerra espiritual que se trava ao nosso redor, diz Paulo, não adianta lutar segundo a carne. Nesta batalha não é a nossa inteligência, capacidade, saúde, dinheiro e qualquer tipo de esforço físico ou mental que nos trará a vitória: não militamos segundo a carne (v.3,4), pelo contrário, são “armas poderosas em Deus”.

Paulo sabia a diferença entre a sabedoria do mundo e a sabedoria espiritual (1 Co. 1:18 – 2:16) e os crentes não deveriam se iludir com a aparente sabedoria do mundo.

As nossas armas são poderosas em Deus, ou como disse o Dr. Shedd, poderosas “para” Deus.

A questão agora é saber que armas são estas, poderosas aos olhos de Deus, que suplantam a nossa força física e nos dão vitória espiritual.

Com certeza, a Bíblia como um todo nos dá resposta segura: As nossas armas são os exercícios espirituais que praticamos.

Se para vencer o inimigo fisicamente precisaríamos de treinamento, no mundo espiritual também. Com segurança podemos destacar que nossas armas são: A Bíblia, que é a espada do Espírito (Ef. 6:17), que é o martelo que esmiúça a penha (Jr. 23:29) que é a autoridade para combater o inimigo, pois Jesus ilustra isto dizendo a Satanás: está escrito (Mt 4. 4, 7,10).

A outra arma é a comunhão com os irmãos, visto que no ajuntamento cristão a presença de Deus é certa (Mt. 18:20), a comunhão cristã nos aprimora, nos fortalece, nos exorta, nos estimula à Fé. Por isso o autor aos Hebreus diz: Não deixemos de congregar como costume de alguns (Hb. 10:25).

Por fim, a outra arma é a oração. Que arma poderosa é a oração. Sobre esta arma escreve Elbem César:

“Deus diz sim as muitas de nossas orações. É animador listar os sins de Deus nas orações contidas na história bíblica. Isaque orou por sua mulher estéril e Rebeca concebeu (Gn 25.21). Israel clamou contra a dura servidão de Faraó, e Deus ouviu o seu gemido e o tirou de lá com poderosa mão (Êx 2.23-25; Nm 20.14-16; Dt 26.5-9; At 7.24). Moisés intercedeu pelo povo, e o fogo do Senhor, que já havia consumido extremidades do arraial, se apagou (Nm 11.1-3). Manoá orou para que o anjo que anunciou o nascimento do Sansão viesse mais uma vez e ele veio (Jz 13.8-9). Salomão implorou a bênção de Deus sobre o templo de Jerusalém, e Ele o ouviu (1 Rs 9.3). Em vários Salmos, Davi tem prazer em testemunhar que o Senhor ouve as suas orações (Sl 4.3; 5.3; 6.8, 9; 18.6; 31.22; 40.1).Ezequias orou ao Senhor por sua doença mortal, e Deus o curou (2 Rs 20.5). Jonas fez uma aflita oração no ventre do peixe, e este vomitou o profeta em uma praia do Mediterrâneo (Jn 2.1-10). Zacarias também orou em favor de sua esposa para que ela fosse fértil, e Isabel lhe deu João Batista (Lc 1.13).

Agora, o nosso texto nos diz a eficácia das armas espirituais, que Deus colocou à nossa disposição.

Vejamos o poder delas:

I – ELAS DESTROEM FORTALEZAS (v.4)

O que são fortalezas?

Podem ser países, cidades e povos que não se abrem para o Evangelho. São lugares onde o príncipe deste mundo arregimenta suas forças (Dn. 1013).

Podem, à luz de Efésios 6:12, ser principados e potestades. Podem ser pessoas sob a influência do príncipe deste mundo (Ef. 2:2).

Fortaleza pode ser toda condição onde o Espírito do Anticristo aje (1 Jo 4:3; 5.19).

Fortaleza pode ser também os corações dos homens que se endurecem diante do Evangelho (Mc. 8:17; Hb. 4:7).

Fortaleza pode ser o coração de nossos familiares, pais, filhos, cônjuges e irmãos feridos, pois conforme Provérbios 18:19, o irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza, suas contendas são ferrolhos de um castelo.

Estas fortalezas somente são derrubadas com nossas armas espirituais: A oração, a leitura, a pregação da Bíblia e a comunhão com a igreja de Jesus.

Mais fortalezas são quebradas pelos que dobram os joelhos dos que pelos que manuseiam um tanque urutu. Mais força tem a mulher que ora do que a ministra Zélia.

Vejamos também a eficácia da Palavra de Deus:

Ela é a espada do Espírito (Ef. 6:17). Quando uma pessoa, em comunhão com Deus, usa a Palavra, ela quebranta corações.

“Não fiz nada, a Palavra de Deus realizou tudo” – Martinho Lutero.

Ainda afirma Paulo: O Evangelho é o poder de Deus (Rm. 1:16).

 

II – ELAS ANULAM SOFISMAS

O termo sofisma é “logismos”; argumentos, raciocínios e reflexão: em um sentido literal neste texto, diz Norman Clamplin, significa imaginações, idéias, falazes, pensamentos incorretos.
Satanás tem como especialidade o engano, e ele pode trazer à nossa mente sofismas, imaginações, pensamentos incorretos e mentiras.

Dr. Russel Shedd cita algumas das intervenções malignas nas mentes das pessoas:

1- Ignorância e Cegueira

Os incrédulos são mantidos em uma cegueira espiritual (2 Co. 4:4). Mas ele também pode aprisionar a mente dos crentes (2 Tm. 2:25 -26).


2- Engano, Ilusão e Valores Invertidos:

Ele emprega idéias “universalmente aceitas” para convencer os homens;

Vejamos o que o mundo hoje pensa sobre o homossexualismo, a virgindade, o aborto, a maconha, o divórcio. Satanás inverteu os valores e tenta fazê-lo também na igreja. Ele cria um sofismo, de tal forma que parece certo pensar assim como a maioria.

3- A Armadilha das Escrituras Torcidas:

Satanás toma a Bíblia em suas mãos para conseguir seus objetivos. Ele citou o Salmo 91.11. Jesus o desmascara declarando que Deus não deve ser tentado (Mt. 4:7).

Alguns, já na época de Paulo, mercadejavam a Palavra de Deus (2 Co. 2:17). Hoje há os mercadores da fé.

As seitas usam a Bíblia para tentar autenticar suas práticas.

Paulo fala do ensino de demônios, da astúcia com que eles querem fazer desviar os santos (1 Tm. 4:1).

4- Armadilha dos prodígios, de poder e de prosperidade.

Diz Rissell Shedd: Satanás também faz sinais:- O Gadareno de Lucas 8:30 vivia como um doido porque tinha demônios.

Ele pode fazer uma pessoa ficar muda (Mt. 9:32; Mc 9: 17-29) e cego  (Mt. 12:22) e deformada (Lc. 13:11,16) e louco ( Mc. 9:22).

Ele falsifica os dons de Espírito (2Ts.2:9). Satanás faz que uma mentira, um engano, uma falsidade, um pensamento incorreto, se apresentam como verdade.

O que quebra estes sofismas? Os exercícios espirituais; A oração, a leitura e pregação de Bíblia, a orientação do povo de Deus.  A Palavra deDeus permite ver os pensamentos e intenções do coração (Hb. 4:12).

 

III – ELAS TIRAM  TODA ALTIVEZ

Quando oramos, nos humilhamos. Toda nossa capacidade humana, todo nosso orgulho, toda nossa altivez, se desfazem quando nos humilhamos em oração.

Diante de Deus nos tornamos como um acriança indefesa  (Sl. 131:2), um vaso pronto para ser quebrado, um sacrifício vivo (Rm. 12 1,2).

Só existe uma condição onde pecador alcançar a graça diante de Deus, em humildade ( Pe.5:6) ou súplica.

Enquanto lemos a Bíblia e oramos encontramos paz em uma posição humilde diante do Senhor. Somente súplica, pede, bate a porta, o que tem noção de sua pobreza e limitação. Das humildes do Espírito é o reino de Deus. (Mt. 5:3).

 

IV – ELAS LEVAM TODO PENSAMENTO CATIVO À OBEDIÊNCIA DE CRISTO

Todo pensamento fala da pessoa toda: idéias, motivos, desejos e decisões rendidas a Cristo Jesus.

É praticando os exercícios espirituais que nos rendemos a Cristo completamente.

As práticas devocionais, como resultado, levam à obediência a Cristo. Não pode haver transformação sem obediência a Cristo. Se não há obediência, não houve mudança. Os pensamentos governam nossas ações, então ao orarmos, meditaremos nas escrituras, manteremos comunhão com os irmãos, nosso pensamento se sujeitará à Cristo e o obedecerá.

CONCLUSÃO

Nesta semana iniciaremos um tempo de oração, jejum, intercessão e leitura da Bíblia. Nos dedicaremos aos exercícios espirituais, às práticas devocionais. Com certeza nesta semana e a partir dela, veremos este texto se cumprir em nossa vida quando usarmos estas armas espirituais, que são poderosas em Deus.

Com certeza algumas fortalezas cairão; pensamentos errados serão corrigidos, a altivez, a soberba e o orgulho serão rebaixados e assim todo o nosso pensamento, toda nossa vida, se tornará cativa a Cristo e o servirá dia a dia com consagração.

Pr. Luiz César

Última atualização em Ter, 08 de Abril de 2014 00:00