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  • Rev. Tiago Leite

O Rosto

O rosto de Maria

Jesus chorou.

Isto aconteceu porque: “Ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam, Jesus agitou-se no espírito e perturbou-se. "Onde o colocaram?", perguntou ele. "Vem e vê, Senhor", responderam eles” (Jo 11:35).

Jesus viu o rosto de Maria e se comoveu. Ele se comoveu com a morte de Lázaro, com a tragédia da fragilidade humana.

Jesus o ressuscitou

Dez versículos antes, no entanto, Jesus havia afirmado: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?" (Jo 11:25). E, como sabemos, Ele trouxe Lázaro de volta a vida.

Nós, como seus discípulos, devemos ter a mesma comoção e a mesma pregação de Jesus.

Devemos nos importar e devemos pregar sobre o Cristo que ressuscita os mortos.


O rosto de Munch

Passeava pela estrada com dois amigos, olhando o pôr-do-sol, quando o céu de repente se tornou vermelho como sangue. Parei, recostei-me na cerca, extremamente cansado – sobre o fiorde preto azulado e a cidade estendiam-se sangue e línguas de fogo. Meus amigos foram andando e eu fiquei, tremendo de medo – senti um grito infinito atravessando a paisagem”. Estas foram as palavras deixadas pelo alemão Edvard Munch, um dos principais artistas impressionistas, para se referir a experiência que o levou a pintar o quadro o Grito (1893), considerado uma das quatro obras mais famosas do mundo. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar para a boca da figura que se abre num grito perturbador. Edvard Munch tinha uma impressionante capacidade de perceber semblantes e reproduzir em suas obras os dramas da condição humana.

Deus, em sua soberana e multiforme distribuição de dons e talentos, coloca no mundo pessoas que nos ajudam a ver o que antes só estávamos enxergando, que nos ajudam a ouvir o que antes só estávamos escutando e a perceber o que antes estávamos ignorando. Aos poucos vamos nos acostumando com tragédias, sofrimento e injustiças. Aos poucos vamos deixando de perceber as belezas e ignorando os dramas de um mundo criado por Deus, mas quebrado por nossa própria rebeldia. Mas precisamos acordar, abrir os olhos, perceber, sentir, fazer algo por.


O Rosto de Irene

De uns dias para cá comecei a notar uma senhora silenciosa e de semblante entristecido, e hoje resolvi conversar com ela. Irene me contou com dificuldades de se expressar na língua inglesa que vivia na Rússia, mas que sua família é de Odessa na Ucrânia. Ela me mostrou fotos recentes das barricadas levantadas em frente a casa de seus pais e irmãos para se protegerem em Odessa. Ao longe eles ainda ouvem o barulho de bombas e combates, compartilhou Irene. Ela disse que não voltaria, mas para a Rússia e agradeceu minha oração por ela. Se eu soubesse pintar, tentaria retratar o sofrimento estampado em seu semblante caído.


O rosto de Jesus

Diante de centenas de rostos que podemos enxergar em um só dia, temos visto algum de fato? Temos o rosto com o olhar compassivo de Jesus? Temos sua comoção e mensagem? Qual é a Maria ou Irene perto de você? Qual rosto tem visto?

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