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Valores invertidos desinvertidos

“Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio” (Pv 10.23)


Você já percebeu como estamos vivendo num tempo de profunda inversão de valores? É fato que, desde a entrada do pecado no mundo, tal inversão se faz presente. O povo de Deus sempre viveu em tensão com os valores de um mundo caído. Hoje é notório o crescimento da rejeição aos valores cristãos, o que era visto como inaceitável, coisas tais como o aborto, é defendido e praticado à luz do dia, e ainda comemorado sem qualquer pudor.


Em Provérbios, os termos “insensato” e “tolo” se referem a pessoas que têm comportamentos irracionais levados pelo caráter moralmente deficiente que possuem. São obstinadas, desprezam a voz da sabedoria e deleitam-se em sua moral desvirtuada. Em sua tolice, não apenas invertem valores, mas encontram prazer e divertimento em praticar a maldade. O grito da sabedoria já denunciava tal perversão: “Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio?...” (Pv 1.22). É isso que vivenciamos, a maldade, tão desaprovada por Deus, parece ser tão amada pelos homens!


Em oposição à tolice, estão os valores da sabedoria. Estes são exatamente os valores divinos que são vistos plenamente em Cristo, a própria “sabedoria de Deus” (1Co 1.24). O novo homem, conformado à imagem de Cristo deve ter seus valores desinvertidos. O regenerado, revestido da sabedoria de Deus, que é o próprio Cristo, não se alegra mais com a maldade, e sim com os frutos de tal sabedoria.


Em Cristo, somos chamados a viver os valores que vão na contramão do sistema caído. Devemos vivê-los, não como um peso, mas com graça, como Cristo que tinha por sua comida fazer a vontade do Pai (Jo 4.34), encontrando nela satisfação e alegria. Afinal, o nascido de novo e feito justo tem “o seu prazer está na lei do Senhor” (Sl 1.2).

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